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Archive for maio, 2012

ATÉ JULHO: MCT E CNPq ABREM EDITAL UNIVERSAL

maio 28th, 2012

Está decorrendo até ao próximo dia 02 de julho a submissão de propostas relativas a um edital universal lançado conjuntamente pelo MCT – Ministério de Ciência e Tecnologia e CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, visando financiar projetos em qualquer área do conhecimento, tendo como objetivo o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no país.

Globalmente, esta chamada prevê um investimento na ordem dos R$ 130 milhões, podendo os projetos ter financiamentos divididos em três faixas: até R$ 30 mil, entre R$ 30 mil e R$ 60 mil e até R$ 120 mil.

Os recursos podem ser destinados ao financiamento de itens de custeio, de capital, bolsa de iniciação científica e bolsa de apoio técnico.

Mais informações no site do CNPq

FAPERJ LANÇA R$ 60 MILHÕES EM EDITAIS PARA PESQUISA NO RIO DE JANEIRO

maio 24th, 2012

A FAPERJ – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, assinou no dia 23 de maio contratos com 262 pesquisadores, para a execução de projetos aprovados em cinco editais lançados este ano pela instituição, num total de R$ 60 milhões.

Agricultura familiar, orgânica, sustentável e industrial, biodiversidade, biotecnologia, fármacos, fontes de energias renováveis, nanociência, nanotecnologia, petróleo, gás e tecnologia nuclear são algumas das áreas apoiadas, inseridas em 131 projetos apresentados por 17 instituições de pesquisa e ensino do Rio de Janeiro.

Como exemplo, refira-se que o Edital de Apoio ao estudo de Doenças Negligenciadas e Reemergentes foi lançado pela FAPERJ, pela segunda vez, com um investimento na ordem de R$ 5,7 milhões, Este edital promove e incentiva os estudos sobre um conjunto de doenças – Doença de Chagas, Dengue, Malária, Tuberculose, entre outras – classificadas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde, como Reemergentes ou Negligenciadas.

(Rui Sintra – jornalista)

LABORATÓRIO DE BIOFÁRMACOS NO ESTADO DO PARÁ

maio 22nd, 2012

Decorreu no dia 14 de maio, na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, na cidade de Belém (PA), uma reunião alargada que reuniu industriais, acadêmicos e representantes do poder público, no sentido de debater a implantação de um laboratório destinado à pesquisa e desenvolvimento de biofármacos, uma infraestrutura que terá o nome Parafarma e que ficará instalada no PCT – Guamá (Parque de Ciência e Tecnologia de Guamá), constituída por diversos laboratórios ligados à área de biotecnologia.

O setor de medicamentos biológicos, com a introdução de fármacos obtidos a partir de manipulação de organismos vivos (proteínas), representa uma nova fronteira da indústria farmacêutica, sendo que um novo mercado será aberto a partir do vencimento de patentes de medicamentos biológicos nos próximos dois anos.

Embora o Estado do Pará apresente diversas vantagens competitivas, como um rico e vasto patrimônio genético e um parque científico desenvolvido, o certo é que ainda há um longo caminho a ser percorrido para um sucesso mais lato, como, por exemplo, a aprovação das leis de inovação e de acesso ao patrimônio genético, bem como a aprovação da lei que dispõe sobre as normas de licitação e contratação de parcerias público-privadas na administração pública estadual.

Na opinião do Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alex de Mello, a implantação do Parafarma representa um enorme incentivo à pesquisa na área dos biológicos e na geração de renda a partir dos royalties decorrentes dos direitos de patentes e comercialização desses medicamentos. Nesse sentido, o Estado do Pará está já atraindo grandes empresas e articulando parcerias com as universidades, principalmente em setores como alimentos, biocosméticos e fármacos.

No setor acadêmico, o entusiasmo também é elevado, já que a qualidade dos pesquisadores e de seus trabalhos científicos os coloca como potenciais bases para o desenvolvimento de novos e inovadores fármacos, tendo despertado já o interesse de grupos farmacêuticos nacionais e estrangeiros.

(Rui Sintra – jornalista, com informações de Ana Carolina Pimenta – SECTI-PA)

PESQUISA AVALIA CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA NO ESTADO DO PARÁ

maio 17th, 2012

Os municípios de Barcarena e Abaetetuba, localizados no estado do Pará, estão recebendo, atualmente diversas indústrias de grande porte que, se por um lado são imprescindíveis para o desenvolvimento daquela região, por outro lado podem representar uma situação de risco aos ecossistemas aquáticos e à saúde da população ribeirinha.

Considerando a possibilidade eminente de vazamentos de resíduos, pesquisadores do IFPA e do IEC – Instituto Evandro Chagas iniciaram, recentemente, uma pesquisa que envolve o estudo da qualidade da água, que tem o objetivo de avaliar impactos sobre os rios e a presença de metais pesados alumínio (Al), chumbo (Pb) e cádmio (Cd) nas amostragens de água de consumo.

Os responsáveis pelo estudo são o coordenador do curso de Química do IFPA, Msc. Sady Salomão, e o representante do IEC, Msc. Kleber Faial, além da aluna do curso de Química do IFPA, Tatiane Cristina Vilhena Gonçalves, bolsista no projeto.

No período de um ano, os pesquisadores terão avaliado a influência da urbanização e da industrialização, a nível toxicológico, nas comunidades de Barcarena e Abaetetuba , sendo que para avaliar a concentração dos metais pesados, alumínio (Al), chumbo (Pb) e cádmio (Cd) nas amostragens de água de consumo, os pesquisadores utilizam o laboratório de Toxicologia, especificamente no Laboratório de Espectrometria Analítica, da Seção de Meio Ambiente do Instituto Evandro Chagas.

Os pesquisadores já iniciaram a coleta de material e, a partir de agora, serão determinadas, na pesquisa, a concentração dos metais pesados nas amostragens de água de consumo: água de rede, água domiciliar e água subterrânea.

Segundo os pesquisadores, a maior parte dos rejeitos gerados pela indústria do caulim é, em geral, descartada em campo aberto e em várzeas de riachos, rios e igarapés, o que causa vários danos ao meio ambiente, com agressão à fauna e flora da região e à saúde da população.

Em Barcarena fica localizado o rio Murucupi, que recebe efluentes do processo de beneficiamento de bauxita. Em 2003, foram observados dois fenômenos – a mortandade de peixes, sem identificação naquele momento de uma causa aparente, e o transbordamento de lama vermelha nas nascentes do rio Murucupi, que culminou com a mudança total da coloração das águas, passando da característica barrenta para vermelho, o que também contribuiu para a mortandade de peixes.

Rio Murucupi

Na pesquisa serão realizadas quatro coletas. A primeira já ocorreu no mês de abril e as próximas serão nos meses de agosto e dezembro. Todo esse processo deve durar 12 meses. Após esse período, os pesquisadores pretendem publicar um artigo científico com os resultados.

Segundo Sady Salomão, em declarações feitas ao Jornal “Diário do Pará”, metais pesados não possuem nenhuma função dentro dos organismos e sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos. Quando lançados como resíduos industriais na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.

O alumínio (Al) é um metal comum no meio ambiente e um dos mais abundantes da crosta terrestre, liberado no meio por processos naturais de erosão do solo, erupções vulcânicas e por ações antropogênicas. A maior parte da ingestão do Al provém da alimentação, através de alimentos contaminados, água e alimentos industrializados como conservante ou corante.

O cádmio (Cd) é um elemento tóxico, normalmente presente nas águas em pequenas concentrações. No homem, provoca irritação gastrointestinal, ataca a medula óssea, consequentemente, reduzindo os glóbulos vermelhos e gerando anemia e hipertensão.
O chumbo (Pb) é constituinte de despejos domésticos. Há várias consequências da intoxicação por chumbo. O sistema nervoso, a medula óssea e os rins são considerados órgãos críticos para este metal, que interfere nos processos genéticos e age como promotor de câncer.

(Foto: UFPA)

UFSCAR TERÁ CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE PESQUISAS EM MATERIAIS, CATÁLISE E ENERGIA

maio 14th, 2012

 

Por: Ernesto Urquieta-Gonzalez

A sede da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde funcionam a reitoria, as pró-reitorias, as principais unidades de administração e o maior número de unidades acadêmicas, está localizada na cidade de São Carlos, a 220 Km da capital de São Paulo. A UFSCar foi a primeira universidade federal instalada no interior do estado.

São Carlos tem uma população um pouco superior aos 200 mil habitantes e tem sido referenciada em nível nacional como a capital da tecnologia, isso em função de índices relacionados ao crescimento da produção científica e tecnológica dos campi universitários instalados na cidade (USP e UFSCar), da alta relação de doutores por número de habitantes e da instalação de um número altamente significativo e crescente de parques e empresas de base tecnológica.

A UFSCar, nos seus 42 anos de existência, tem passado por várias reformulações físicas, administrativas e acadêmicas, as quais vêm dando um perfil sempre ousado, inovador e de compromisso com a qualidade em todas as áreas do conhecimento em que atua.

A UFSCar é formada hoje por três campi universitários: São Carlos, Araras e Sorocaba. Em 2007, a UFSCar aderiu ao projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB) e em 2009, ao programa Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), ambos do Ministério da Educação (MEC), estabelecendo um projeto de ampliação, com uma expansão de vagas em cursos de graduação em torno de 70%.

Nos seus três campi, a universidade oferece 58 cursos de graduação presenciais e cinco cursos na modalidade a distância; 33 programas de pós-graduação stricto sensu, com 34 cursos de mestrado acadêmico, dois cursos de mestrado profissional, 23 cursos de doutorado e vários cursos de pós-graduação lato sensu (especialização).

Nesse contexto, estão envolvidos mais de 2.000 docentes técnicos, por volta de 14.000 estudantes de graduação e mais de 3.000 estudantes pós-graduação.

Importante de se destacar é que mais de 90% dos seus docentes efetivos possuem o título de doutor e estão contratados em regime de dedicação exclusiva, fatos esses que, somados à infraestrutura disponível para o ensino e desenvolvimento de pesquisa, são responsáveis pelo elevado nível de avaliação que a UFSCar vem obtendo nos seus cursos de graduação e pós-graduação e o alto reconhecimento da excelência em ciência e tecnologia em âmbito nacional e internacional.

 

O Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET)

O CCET foi um dos primeiros centros a serem criados pela UFSCar na década de 1970 e abriga os Departamentos de Engenharia de Materiais, Química, Engenharia Química, Matemática, Física, Engenharia de Produção, Computação, Engenharia Civil e Estatística. Esses departamentos dão suporte para o funcionamento de 20 cursos de graduação (engenharia de materiais, engenharia química, química, ciência da computação, engenharia de computação, engenharia civil, física, engenharia física, matemática, engenharia de produção, estatística, engenharia mecânica, engenharia elétrica, engenharia ambiental, tecnologia sucroalcooleira e sistemas de informação), 12 programas de pós-graduação, os quais oferecem 13 cursos de mestrado (ciência e engenharia de materiais, engenharia química, química, engenharia urbana, construção civil, engenharia de produção, estatística, matemática, física, ciências da computação, biotecnologia e ensino de ciências exatas) e dez cursos de doutorado (ciência e engenharia de materiais, engenharia química, química, física, matemática, estatística, engenharia de produção, ciência da computação, biotecnologia e engenharia urbana).

A forte infraestrutura técnica e laboratorial, suporte para o ensino e a pesquisa, tem sido responsável pelo forte incremento da produção científica do CCET. Números recentes mostram uma produção por ano de mais de 1.500 artigos científicos, livros e capítulos de livros. Encontram-se cadastrados no CNPq mais de 110 grupos de pesquisa.

As atividades de ensino, pesquisa e extensão no CCET vêm sendo marcadas pela forte interação com os mais diversos setores do meio científico e tecnológico por meio de convênios de cooperação e de formação de recursos humanos, projetos de pesquisa financiados pelas agências de fomento, a saber, CNPq, Fapesp, Finep e Capes, projetos de extensão com institutos de pesquisa e o setor produtivo e empresarial. O número de contratos realizados nessa última modalidade vem a cada ano tendo um aumento significativo e é uma prova do reconhecimento da qualidade e excelência dos grupos de pesquisa do CCET pela comunidade externa.

Num contexto geral, os recursos absorvidos pelo CCET através das diferentes modalidades de financiamento são hoje da ordem de R$ 50 milhões por ano. Uma parte importante desses recursos é gerenciada pelos próprios coordenadores de projetos (caso dos financiamentos do CNPq e Fapesp); a outra parte é administrada pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da UFSCar (FAI-UFSCar). Nesse último caso encontram-se os financiamento adquiridos via Finep ou via projetos de extensão (financiamento de empresas).

 

Bases científicas e materiais para a criação do Centro de Pesquisas em Catálise, Materiais e Energia

Os grupos de pesquisa do CCET têm, ao longo dos anos, desenvolvido uma competência sólida no desenvolvimento de novos processos, materiais e catalisadores, contando com profissionais reconhecidos em nível nacional e

internacional. Além disso, o CCET, através dos seus departamentos, possui uma infraestrutura básica de equipamentos e laboratórios de pesquisa que permite suportar os trabalhos atuais e alavancar novos desenvolvimentos.

Considerando essa capacidade e infraestrutura, a proposta de criação de um centro de excelência em materiais, catálise e energia – para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação nessas áreas, deverá se inserir no contexto científico, tecnológico e de inovação do país, cenário esse de importância estratégica no desenvolvimento de novos materiais e processos necessários à superação da dependência tecnológica e busca pelo desenvolvimento sustentável. Em particular, a criação do centro deverá buscar contribuir, também, com o aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia a partir de fontes tradicionais e de fontes alternativas, estas últimas tão desejadas para se minimizar a emissão de gases de efeito estufa e o consequente aquecimento global.

No contexto descrito, durante os últimos seis anos, a diretoria do CCET, através de gestões junto ao corpo gerencial do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, obteve fortes investimentos para a construção de 4.000 m2 de área para laboratórios e infraestrutura para a realização de seminários e cursos e a compra de equipamentos de última geração.

A atuação multidisciplinar do centro de pesquisas contemplará laboratórios nas áreas de catálise aplicada, metais, polímeros, refratários, nanotecnologia, cerâmicas especiais, combustíveis limpos, lubrificantes e instrumentação.

Ao longo das suas atividades, o centro de pesquisas multidisciplinar deverá buscar a interação e participação com outros departamentos e unidades da UFSCar e outras instituições de ensino e pesquisa, ONGs e empresas externas de caráter público ou privado, dessa maneira complementando a interdisciplinaridade necessária aos objetivos colocados.

A criação de um centro de pesquisas multidisciplinar deve partir da premissa de considerar um conjunto de áreas afins que poderão se complementar nos seus diversos aspectos, envolvendo o conhecimento fundamental, a busca por novos conceitos e, finalmente, a geração de tecnologia e inovação. No caso do centro de pesquisas da UFSCar, por exemplo, a busca por materiais avançados, tendo como base o conhecimento gerado pelos grupos que atuam no desenvolvimento de nanotecnologia, metais, polímeros, cerâmicas e refratários, é de importância estratégica para uso em processos de extração de petróleo e em processos de refino (catálise), assim como na busca por combustíveis alternativos (biocombustíveis) e geração de energia.

As obras dos laboratórios foram iniciadas em janeiro de 2010 e sua conclusão está prevista para o segundo semestre deste ano. Quando estiver em pleno funcionamento, deverão desenvolver atividades no centro em torno de 200 pesquisadores, incluindo-se pós-graduandos desenvolvendo trabalhos relacionadas aos seus projetos de mestrado e doutorado.

A concentração de grupos num centro de pesquisas multidisciplinar permitirá o intercâmbio de conhecimento e experiências entre as diversas áreas, encurtando o tempo para a obtenção de resultados e minimizando os custos da pesquisa. Permitirá, também, a formação de mão de obra altamente especializada e com visão de atuação multidisciplinar.

O centro multidisciplinar de pesquisas que nasce na UFSCar constituirá um marco na sua trajetória acadêmico-científica e muito deverá contribuir para o desenvolvimento tecnológico do país nas áreas do conhecimento para as quais foi planejado.

 

 Ernesto Antonio Urquieta-González é coordenador do Centro de Pesquisas em Catálise, Materiais e Energia, coordenador de pesquisa do Departamento de Engenharia Química e professor do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos.

(Transcrição: Rui Sintra-jornalista)

PESQUISA INDICA QUE PROTETOR SOLAR PODE AUMENTAR OS RISCOS DE CÂNCER NA PELE

maio 12th, 2012

É do conhecimento público que a exposição prolongada ao sol pode aumentar os riscos de incidência do câncer de pele. Contudo, uma pesquisa realizada no Missouri University of Science and Technology (EUA), publicada no Journal of Toxicology and Applied Pharmacology, indica que um componente encontrado na maioria dos protetores solares também pode aumentar as chances de se desenvolverem melanomas.

A referida pesquisa incidiu seu foco sobre o que acontece com o tal componente, quando ele é exposto à luz, concluindo-se que o óxido de zinco presente nos protetores sofre uma reação química quando iluminado por luzes brilhantes, podendo liberar moléculas instáveis, também conhecidas como radicais livres.

Os radicais livres criam, rapidamente, vínculos com outras moléculas, mas o processo pode prejudicar as células ou o DNA que está no interior delas, aumentando o risco de câncer. Os testes foram feitos com células do pulmão, cobertas em óxido de zinco.

A conclusão da pesquisa é que os efeitos nocivos dos radicais livres aumentam o óxido de zinco quando exposto à luz solar, já que, depois de três horas de exposição, metade das células do pulmão cobertas com o componente morreram, sendo que após 12 horas a porcentagem aumentou para 90%.

Embora se trate de um pequeno estudo, ainda é cedo para tirar conclusões destes resultados, já que será necessário realizar outras experiências, motivo pelo qual se deve continuar a usar os protetores solares.

(Rui Sintra – jornalista)

UNIPAC – VALE DO AÇO ABRE INSCRIÇÕES PARA O II SIPEQ

maio 10th, 2012

Realiza-se entre os dias 1 e 3 de junho próximo, na UNIPAC – IPATINGA (MG), a segunda edição do SIPEQ – Simpósio dos Profissionais e Estudantes da Química, subordinada ao tema “Química, Pesquisa e Sustentabilidade”, um evento promovido pelo curso de Engenharia Química da UNIPAC, esperando-se a participação de cerca de 300 acadêmicos, pesquisadores, docentes e profissionais da área da Química.

As palestras, mesas redondas, mini-cursos e apresentação de trabalhos abordarão  a qualidade, pesquisa, indústria e mercado da química no sentido de contribuir para o desenvolvimento da região do Vale do Aço. “

As discussões acerca das tecnologias e do bem-estar da sociedade culminam na abordagem que enfoca a sustentabilidade neste II SIPEQ, até porque se trata de um tema atual, que está em ascensão na área da química, segundo a organização do evento.

PROGRAMA ATRATIVO

No dia 2 de junho, das 9h às 17h, o evento contará com uma série de palestras. O ponto alto do II SIPEQ será a palestra do engenheiro químico Martin Schmall, professor Titular do Programa de Engenharia Química do COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O palestrante discorrerá sobre “Desativação de catalisadores em reatores industriais”, às 10h30, na sala 424. Na oportunidade, o docente falará sobre seus títulos publicados, que também estarão à venda por um preço diferenciado para os participantes do evento.

No dia 3 de junho será a vez de conhecer outros nichos de mercado, por meio dos minicursos, realizados das 8h às 12h. Entre os destaques estão os minicursos “Análise Sensorial da Cerveja Artesanal”, ministrado por Marco Falcone, da cervejaria Falke Bier; e “Cosmetologia”, que tem como palestrante Erik Kened da Silva, da Mirra Cosméticos.

Os temas a serem abordadas do 2º Sipeq podem ser conferidos na programação pelo site do evento www.sipeq.com.br.

INSCRIÇÕES

Além se atualizarem sobre as inovações na área da Química, graduandos, técnicos, profissionais e docentes podem se inscrever até o dia 12 de maio para apresentação de trabalhos científicos durante o evento.

Para inscrever pesquisas no Simpósio, é necessário adequar o trabalho a um relatório padrão e para enviá-lo ao comitê cientifico para avaliação. Após a análise, alguns trabalhos serão selecionados para apresentação durante o 2º Sipeq. Encerradas as exposições, uma banca examinadora escolherá três pesquisas, cujos autores serão premiados. Vale ressaltar que todos os acadêmicos que apresentarem trabalhos científicos receberão certificado de participação do II SIPEQ.

 

(Rui Sintra – jornalista, com informações da UNIPAC)

CIÊNCIA E TECNOLOGIA SERÃO “PROTAGONISTAS DO DESENVOLVIMENTO” – AFIRMA MINISTRO

maio 9th, 2012

Os investimentos brasileiros em pesquisa e desenvolvimento deverão saltar de 1,2% para 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, afirmou, no dia 09 de maio, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), sendo que a metade do futuro percentual, segundo detalhou o ministro, deverá ser proveniente de investimentos privados.

Durante a audiência, presidida pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA), o ministro disse que, até hoje, mais de 80% dos investimentos em ciência e tecnologia no Brasil são feitos pelo poder público. No Japão, comparou, as empresas privadas investem em inovação cinco vezes mais do que o governo.

Para alcançar as “metas ambiciosas” do país em relação ao setor, o ministro ressaltou a necessidade de se obter o apoio da sociedade. Ele também destacou medidas importantes, como a formação de recursos humanos, o fortalecimento da estrutura de laboratórios dos institutos de pesquisa, o aperfeiçoamento do marco legal sobre ciência, tecnologia e inovação e a busca de novos mecanismos de financiamento.

“O nosso desafio é o de transformar a ciência, a tecnologia e a inovação em protagonistas do desenvolvimento brasileiro, a exemplo de todas as nações com elevado nível de desenvolvimento. Estamos vivendo um momento especial, onde há reconhecimento de setores importantes da sociedade em relação ao papel que a ciência e a tecnologia têm que desempenhar” – afirmou Raupp.

Em sua exposição aos senadores, o ministro disse que o Brasil precisa “aumentar expressivamente” a formação de recursos humanos, tendo observado que, enquanto a China forma 680 mil engenheiros por ano, o Brasil forma apenas 40 mil. Ressaltou ainda a necessidade de investimentos contínuos para a infraestrutura de pesquisa em todas as regiões do país.

Marco Antonio Raupp classificou de “verdadeira revolução” o programa “Ciência sem Fronteiras”, de iniciativa da presidente Dilma Rousseff, que deve enviar ao exterior 101 mil estudantes brasileiros até 2014 – dos quais 75 mil com recursos públicos e 26 mil financiados pelo setor privado. Ao responder a uma pergunta do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), preocupado com a possibilidade de os bolsistas não retornarem ao Brasil, o ministro informou que o governo está se preparando para alocar os pesquisadores em empresas ou institutos de pesquisa.

O ministro lembrou que está tramitando no Congresso Nacional um projeto que estabelece novo marco legal para o setor. Ele considerou importante definir regras específicas para as parcerias público-privadas em ciência, tecnologia e inovação, que levem em conta os “riscos inerentes” à atividade de pesquisa.

O ministro da Ciência e Tecnologia pediu ainda que uma parcela dos royalties, a serem obtidos com a exploração das reservas de petróleo na camada pré-sal, seja destinada à educação, à ciência e à tecnologia. Ao concordar com Marco Antônio Raupp, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) pediu que os estados também dediquem parte de seus royalties a investimentos em pesquisa científica e tecnológica.

Durante o debate, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) elogiou a atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a iniciativa do governo brasileiro de estabelecer uma instituição semelhante para investimentos na indústria.

O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) defendeu a adoção de investimentos em pesquisa para o desenvolvimento da pesca no país, enquanto o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ressaltou a necessidade de investimentos em pesquisa que estimulem a produção industrial e evitem que o Brasil permaneça apenas como exportador de commodities.

 

(Rui Sintra – jornalista, com informações da Agência Senado)

CAPES E CNPq ANUNCIAM REAJUSTES NOS VALORES DAS BOLSAS PARA MESTRADO E DOUTORADO

maio 7th, 2012

O CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) anunciaram, no passado dia 04 de maio, o reajuste em 10% nos valores das bolsas de estudo para mestrandos e doutorandos, já a partir do dia 1º de julho deste ano.

Atualmente, quem quer se dedicar à pesquisa acadêmica recebe o benefício de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.

De acordo com a presidente da ANPG, Elisangela Lizarbo, o valor do reajuste não é o ideal, mas já representa uma valorização dos pesquisadores bolsistas. A ANPG tinha pedido 40% de reajuste, com base no Plano Nacional de Pós Graduação e também com base na inflação, sendo que essa reivindicação continuará em pauta.

O presidente do CNPQ, Glaucius Oliva, já afirmou que, em janeiro de 2013, as bolsas serão automaticamente reajustadas de acordo com a inflação.

A última avaliação trienal realizada pela Capes, no ano de 2010, registrou um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior, realizada em 2007.

Atualmente, são mais de 2.700 cursos de mestrado e 1.600 de doutorado, segundo a ANPG.

MÉTODO IDENTIFICA PRODUTO DE DEGRADAÇÃO EM REMÉDIO

maio 7th, 2012

Um medicamento, mesmo dentro do prazo de validade, pode formar produtos de degradação tóxicos para os seres humanos.

Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores desenvolvem métodos para identificar e quantificar os produtos de degradação, assim como os fatores que contribuem com seu processo de formação.

Com esses estudos, as indústrias poderão fazer modificações na composição, embalagem e transporte dos medicamentos para evitar o aparecimento de compostos nocivos à saúde.

Os experimentos utilizaram o antineoplásico Cloridrato de Doxorrubicina, empregado no tratamento do câncer. “Como o fármaco é injetável, caso haja qualquer produto de degradação, este estará 100% biodisponível na circulação do paciente”, conta a pesquisadora Mariah Ultramari, que realizou os testes.

O medicamento foi exposto à luz e ao calor, submetido à hidrólise ácida e básica e a processos de oxidação, para verificar quais os possíveis produtos que podem se formar durante sua vida útil”.

(Informações da Agência Estado)